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Shoppings abrem mais cedo pra crianças autistas verem o Papai Noel

Grandes centros comerciais estão abrindo mais cedo para que crianças autistas possam encontrar o Papai Noel
Na época de Natal as crianças ficam encantada com as luzes, as músicas, os presentes e, claro, o Papai Noel. Mas, visitar o Bom Velhinho pode ser um verdadeiro desafio para quem tem filhos autistas ou com outras necessidades especiais.

As longas filas, shoppings lotados, muito barulho e luzes podem desencadear uma crise a qualquer momento. “Para muitas crianças visitar o Papai Noel pode ser um tipo de sobrecarga sensorial. São muitas cores, filas e barulhos”, analisa Bama Hager, orientadora da Sociedade de Autismo do Alabama, em entrevista ao Daily Mountain Eagle.

Pensando nisso, shoppings da América do Norte estão promovendo experiências menos estressantes para os pequenos com necessidades especiais. Elas acontecem sempre antes do horário de abertura dos estabelecimentos. As luzes diminuem e as canções natalinas continuam presentes, mas em um volume mais baixo; garantindo um ambiente cheio de magia e calmaria.
O próprio Noel recebe um treinamento especial e ainda conta com a ajuda dos pais para saber como lidar com cada criança. Tudo é pensado para que elas se sintam à vontade naquele novo ambiente. Os profissionais são orientados a buscar diferentes formas de interagir com os pequenos, algo que nem sempre é fácil, principalmente com autistas. “A ideia é remover alguns estímulos sensoriais para que a família com filhos autistas ou qualquer outra deficiência não tenha que se preocupar com todas aquelas informações, ao levar a criança”, afirma Bama Hager.

A ideia surgiu na organização sem fins lucrativos Autism Speaks, que batizou o projeto de “Papai Noel Se Importa”. Esse ano o programa organizou cerca de 750 eventos, em 582 shoppings dos Estados Unidos e do Canadá. “É incrível! E seria impossível fazer isso de outra forma”, relatou uma mãe que levou o filho autista para o encontro especial com o Papai Noel, ao CTV News.

“Nosso objetivo é criar um mundo mais inclusivo para pessoas com autismo e eventos como esse causam impactos significativos em ajudar as famílias a se sentirem confortáveis, acolhidas e aceitas”, escreveu em um comunicado a Dra Valerie Paradiz, vice-presidente da Autism Speaks. O projeto deu tão certo que a organização já planeja realizar ações semelhantes na Páscoa.

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